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Quanto você se aceita do jeito que é?

Vinte e quatro frases sobre como você se avalia, se compara, recebe reconhecimento e preserva a própria identidade em contextos novos. As dez primeiras compõem a Escala de Autoestima de Rosenberg, aplicada em 53 países. No fim, um mapa das frentes em que a sua autoimagem está mais firme.

Como funciona. O núcleo deste rastreio são os dez itens da Escala de Autoestima de Rosenberg, traduzida para 28 idiomas e aplicada a 16.998 pessoas em 53 países num estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology em 2005. Metade das frases é invertida, para evitar respostas automáticas. Só esses dez itens entram na pontuação, de 0 a 30. As outras catorze perguntas são do Radar Estação e olham para comparação, trabalho, identidade longe de casa e autocuidado.
Importante. O resultado é um retrato de como você se avalia hoje, nunca um diagnóstico nem uma medida do seu valor. Autoestima oscila com fases, perdas e mudanças. Qualquer decisão sobre cuidado se toma com um profissional, com calma.
24 perguntascerca de 5 minutos
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Os testes do Radar Estação são ferramentas de autoconhecimento e não substituem avaliação ou diagnóstico profissional.

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O núcleo deste rastreio usa a Escala de Autoestima de Rosenberg, com dez itens. As demais perguntas são do Radar Estação e servem apenas de contexto. As faixas são descritivas, o resultado indica autopercepção e não substitui avaliação profissional. Um diagnóstico depende de múltiplos fatores, como entrevista clínica, anamnese e avaliação direta de um profissional, e de que as informações prestadas sejam verdadeiras: existe apenas a probabilidade de sinais, segundo o instrumento usado neste teste. Procure um psicólogo (CRP ativo) ou médico psiquiatra (CRM ativo) e confira o registro nos sites oficiais do CFP e do CRM.

O que as pessoas perguntam sobre autoestima depois do resultado

O que é a Escala de Autoestima de Rosenberg?

É um questionário de dez frases sobre a avaliação global que a pessoa faz de si, com metade dos itens invertida. Um estudo de Schmitt e Allik aplicou a escala a 16.998 pessoas em 53 países, em 28 idiomas, e encontrou estrutura semelhante entre culturas. As frases negativas, porém, foram lidas de modo diferente entre países.

Autoestima baixa pode levar à depressão?

Os dados apontam nessa direção, sem prova de causa. Uma meta-análise de Sowislo e Orth, com 77 estudos longitudinais, encontrou que autoestima baixa antecede sintomas depressivos com mais força do que o caminho inverso. Os autores tratam a causalidade como hipótese. Ainda assim, uma avaliação de si muito dura merece atenção cedo, com apoio profissional.

Por que a autoestima cai depois de uma mudança de país?

Porque boa parte da autoimagem se apoia em papéis, idioma e reconhecimento construídos ao longo de anos. Na mudança, esses apoios somem de uma vez: a carreira recomeça, o senso de humor não atravessa a língua e a rede de quem conhece a história de antes fica longe. Vale ler essa queda à luz do contexto da mudança, com calma.

Terapia online ajuda a melhorar a autoestima?

Pode ajudar a identificar regras internas que endurecem a avaliação de si e a construir outra forma de se tratar. Uma meta-análise de Flückiger e colegas, com 295 estudos e mais de 30 mil pacientes, mostrou que o vínculo terapêutico prevê o resultado com força quase idêntica no atendimento presencial e no online. Em português, sem a camada de tradução.

Leitura clínica: Renan Puléo Barela, psicólogo clínico (CRP 06/147711), especialista em avaliação psicológica e neuropsicológica e palestrante em saúde mental.

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