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Será que eu sou autista e ninguém percebeu?

Vinte e uma perguntas sobre a sua vida inteira, não sobre esta semana. As catorze primeiras são o RAADS-14 Screen, usado para levantar a hipótese de autismo em adultos. As outras sete são sobre máscara social e desgaste. No fim, um mapa de onde isso mais aparece.

Como funciona. O núcleo deste rastreio são os catorze itens do RAADS-14 Screen, de Eriksson, Andersen e Bejerot, publicado em acesso aberto na Molecular Autism em 2013, sob licença Creative Commons. Os itens cobrem três frentes: entender o que o outro sente e quer dizer, lidar com situações sociais e reagir a sons, texturas e excesso de estímulo. Cada um é respondido pela duração, de 0 a 3, e a pontuação vai de 0 a 42, com corte publicado em 14. Os autores relatam sensibilidade de 0,97 e especificidade entre 0,46 e 0,64: o teste quase não deixa passar quem é autista, mas também sinaliza quem não é. As outras sete perguntas são do Radar Estação e mostram máscara social, desgaste depois do convívio e o que muda ao viver em outra língua.
Importante. O resultado é um rastreio de sinais, nunca um diagnóstico. Pontuação alta aqui não quer dizer autismo: quer dizer que vale uma avaliação. Autismo só se confirma ou se descarta em avaliação profissional, que olha história de desenvolvimento, funcionamento atual e diagnósticos diferenciais. Não existe validação brasileira do RAADS-14 isolado, e a versão em português desta página é adaptação da Estação Terapia a partir do instrumento original. Qualquer decisão sobre cuidado se toma com um profissional, com calma.
21 perguntascerca de 4 minutos
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Gratuitosem compromisso

Os testes do Radar Estação são ferramentas de autoconhecimento e não substituem avaliação ou diagnóstico profissional.

Itens adaptados do RAADS-14 Screen (Eriksson JM, Andersen LM, Bejerot S. Molecular Autism 2013;4:49), distribuído sob licença Creative Commons Attribution 2.0. A adaptação para português é da Estação Terapia e não foi validada de forma independente.

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Se o que você procura é um laudo

Este teste é gratuito e dá uma leitura superficial, feita para você se conhecer um pouco. Ele não é laudo nem diagnóstico. Muitas das pessoas que chegam até aqui estão em busca de algo mais robusto e embasado. Outras querem respostas para questões que nunca entenderam sobre si.

Isso é avaliação neuropsicológica, e é o que eu faço. No caso do autismo na vida adulta, são sessões de entrevista e aplicação de testes reconhecidos pelo Conselho Federal de Psicologia, e o laudo sai assinado por mim, com CRP ativo. Se houver interesse, estou à disposição.

Renan Puléo Barela
Psicólogo clínico, Especialista em Neuropsicologia, título averbado no CFP, e palestrante de saúde mental. CRP 06/147711. Responsável técnico deste Radar, do blog e da Estação Terapia.
Atendimento online e presencialmente em São Paulo. Ver formação completa →

Olhe como funciona e fale direto comigo →

O núcleo deste rastreio usa o RAADS-14 Screen, descrito por Eriksson, Andersen e Bejerot em 2013. As demais perguntas são do Radar Estação e servem apenas de contexto. O resultado indica sinais, nunca diagnóstico, e não substitui avaliação profissional. Um diagnóstico depende de múltiplos fatores, como entrevista clínica, anamnese e avaliação direta de um profissional, e de que as informações prestadas sejam verdadeiras: existe apenas a probabilidade de sinais, segundo o instrumento usado neste teste. Procure um psicólogo (CRP ativo) ou médico psiquiatra (CRM ativo) e confira o registro nos sites oficiais do CFP e do CRM.

O que as pessoas perguntam sobre autismo em adultos

Dá para descobrir que é autista só na vida adulta?

Dá, e é mais comum do que parece. Autismo não aparece do nada na vida adulta: ele estava lá desde sempre, mas pode passar despercebido em quem aprendeu cedo a imitar os outros para se encaixar, em quem tem inteligência verbal alta, e historicamente em meninas, que receberam diagnóstico com muito menos frequência. Por isso o RAADS-14 pergunta pela duração de cada item, e não pela semana passada: ele procura o que sempre esteve presente, não o que começou agora.

Pontuação alta neste teste quer dizer que eu sou autista?

Não. No estudo original, o corte de 14 pontos teve sensibilidade de 0,97 e especificidade entre 0,46 e 0,64. Em português: o instrumento quase não deixa passar quem é autista, mas também sinaliza quem não é. Ansiedade social, TDAH, depressão e trauma podem elevar a mesma pontuação. É exatamente por isso que o resultado aqui serve para levantar a hipótese e levar a uma avaliação, nunca para concluir.

Morar em outro país deixa isso mais difícil?

Costuma deixar. Conviver em outra língua já consome atenção; somar a isso a leitura de regras sociais que você não aprendeu desde criança multiplica o esforço. Quem mora fora descreve que no Brasil conseguia disfarçar e fora do Brasil não consegue mais. Isso não cria autismo, mas tira a máscara que escondia o esforço, e é por isso que tanta suspeita aparece justamente depois da mudança de país.

Terapia ajuda adulto autista?

Pode ajudar, não para corrigir o jeito de ser, e sim para reduzir o custo de mascarar, organizar o ambiente e lidar com ansiedade e esgotamento, que são o que costuma trazer a pessoa à terapia. Uma meta-análise de Flückiger e colegas, com 295 estudos e mais de 30 mil pacientes, mostrou que o vínculo terapêutico prevê o resultado com força quase idêntica no atendimento presencial e no online. Em português, sem a camada de tradução.

Leitura clínica: Renan Puléo Barela, psicólogo clínico (CRP 06/147711), especialista em avaliação psicológica e neuropsicológica e palestrante em saúde mental.

Confiabilidade verificada

Para entender melhor

Se quiser ir alem do resultado, este texto do blog trata do mesmo assunto, com as fontes citadas no corpo.

Avaliação psicológica do TEA e tratamentos →

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