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Será que eu tenho TDAH ou sou só desorganizado?

Dezoito perguntas sobre os últimos seis meses. As seis primeiras são a Parte A do ASRS, o rastreio de TDAH em adultos da Organização Mundial da Saúde. As outras doze são sobre atenção no dia a dia, agitação, impulso e prazo. No fim, um mapa de onde isso mais aparece.

Como funciona. O núcleo deste rastreio são as seis perguntas da Parte A do ASRS, o Adult ADHD Self-Report Scale da Organização Mundial da Saúde, descrito por Kessler e colegas na Psychological Medicine em 2005. A versão de seis perguntas é de uso livre. A pontuação aqui não é uma soma. Cada uma das seis perguntas tem um limite próprio, e ela conta quando a sua resposta alcança esse limite: nas três primeiras o limite é “às vezes”, nas três últimas é "frequentemente". Quatro ou mais perguntas no limite indicam rastreio positivo, numa escala de 0 a 6. As outras doze perguntas são do Radar Estação e mostram atenção no dia a dia, agitação, impulso, prazo e o que muda ao morar fora do Brasil.
Importante. O resultado é um rastreio de sinais, nunca um diagnóstico. Rastreio positivo não é diagnóstico de TDAH: é motivo para avaliação. Esquecer compromissos e adiar tarefas também aparece em ansiedade, depressão, sono ruim e excesso de demanda. Quem separa uma coisa da outra é um profissional, olhando a sua história desde a infância e o seu funcionamento em mais de um ambiente. Qualquer decisão sobre cuidado se toma com um profissional, com calma.
21 perguntascerca de 3 minutos
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Gratuitosem compromisso

Os testes do Radar Estação são ferramentas de autoconhecimento e não substituem avaliação ou diagnóstico profissional.

Parte A do Adult ADHD Self-Report Scale (ASRS-v1.1). © World Health Organization 2003. Baseada no Composite International Diagnostic Interview © 2001 World Health Organization. Usada com a devida atribuição, conforme Kessler RC et al., Psychological Medicine 2005;35(2):245-256. As perguntas, as opções de resposta e o algoritmo de pontuação não foram alterados; a tradução para português é da Estação Terapia.

Pergunta 1 de 18 5%

Pensando nos últimos seis meses:

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Se o que você procura é um laudo

Este teste é gratuito e dá uma leitura superficial, feita para você se conhecer um pouco. Ele não é laudo nem diagnóstico. Muitas das pessoas que chegam até aqui estão em busca de algo mais robusto e embasado. Outras querem respostas para questões que nunca entenderam sobre si.

Isso é avaliação neuropsicológica, e é o que eu faço. No caso do TDAH em adulto, são sessões de entrevista e aplicação de testes reconhecidos pelo Conselho Federal de Psicologia, e o laudo sai assinado por mim, com CRP ativo. Se houver interesse, estou à disposição.

Renan Puléo Barela
Psicólogo clínico, Especialista em Neuropsicologia, título averbado no CFP, e palestrante de saúde mental. CRP 06/147711. Responsável técnico deste Radar, do blog e da Estação Terapia.
Atendimento online e presencialmente em São Paulo. Ver formação completa →

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O núcleo deste rastreio usa a Parte A do ASRS, da Organização Mundial da Saúde, descrita por Kessler e colegas em 2005. As demais perguntas são do Radar Estação e servem apenas de contexto. O resultado indica sinais, nunca diagnóstico, e não substitui avaliação profissional. Um diagnóstico depende de múltiplos fatores, como entrevista clínica, anamnese e avaliação direta de um profissional, e de que as informações prestadas sejam verdadeiras: existe apenas a probabilidade de sinais, segundo o instrumento usado neste teste. Procure um psicólogo (CRP ativo) ou médico psiquiatra (CRM ativo) e confira o registro nos sites oficiais do CFP e do CRM.

O que as pessoas perguntam sobre TDAH em adultos

Por que a pontuação não é só somar as respostas?

Porque não é assim que o instrumento da OMS funciona, e alterar isso invalidaria o resultado. Cada uma das seis perguntas tem um limite próprio, definido no formulário original: nas três de desatenção e organização conta a partir de “às vezes”; nas três de agitação conta só a partir de “frequentemente”. Quem responde “às vezes” para tudo tira 3, e não 4. É um detalhe que muda o resultado de muitas pessoas.

Rastreio positivo quer dizer que eu tenho TDAH?

Não. O próprio formulário da OMS diz que quatro ou mais marcações indicam que os sintomas podem ser compatíveis com TDAH em adultos, e é exatamente essa a força da afirmação. Ansiedade, depressão, sono ruim, uso de álcool e excesso de demanda produzem a mesma pontuação. O diagnóstico exige avaliação que olhe a história desde a infância, porque TDAH não começa na vida adulta, e o funcionamento em mais de um ambiente.

Por que morar fora deixa isso mais difícil?

Porque a vida no exterior é feita de tarefas administrativas com prazo, em outra língua, sem ninguém para lembrar você. Agendar consulado, renovar documento, entender contrato e fatura: tudo isso cobra exatamente a função que falha no TDAH, que é começar e terminar o que é chato. Muitos só percebem o problema depois de emigrar, porque no Brasil a rede de apoio cobria o buraco.

Terapia ajuda quem tem TDAH?

Pode ajudar, com estratégias de organização, manejo de prazo e regulação do impulso, e também com o que costuma vir junto: ansiedade, autocrítica e anos de se achar preguiçoso. Uma meta-análise de Flückiger e colegas, com 295 estudos e mais de 30 mil pacientes, mostrou que o vínculo terapêutico prevê o resultado com força quase idêntica no atendimento presencial e no online. Em português, sem a camada de tradução.

Leitura clínica: Renan Puléo Barela, psicólogo clínico (CRP 06/147711), especialista em avaliação psicológica e neuropsicológica e palestrante em saúde mental.

Confiabilidade verificada

Para entender melhor

Se quiser ir alem do resultado, este texto do blog trata do mesmo assunto, com as fontes citadas no corpo.

Avaliação de TDAH em adultos: o diagnóstico →

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