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Quanto espaço a sua aparência ocupa na sua cabeça?

Vinte e duas perguntas sobre preocupação com a aparência, espelho, fotos, vida social e padrões de beleza. As sete centrais formam o DCQ, questionário breve de rastreio usado em pesquisa clínica. No fim, uma leitura de onde essa preocupação pesa mais na sua rotina.

Como funciona. O núcleo deste rastreio são os sete itens do DCQ, o Dysmorphic Concern Questionnaire, publicado por Oosthuizen, Lambert e Castle no Australian and New Zealand Journal of Psychiatry em 1998. Cada item compara você com a maioria das pessoas e vale de 0 a 3, num total de 0 a 21. As outras quinze perguntas são do Radar Estação e mostram onde a preocupação aparece no cotidiano.
Importante. O resultado é um rastreio de sinais, nunca um diagnóstico. Cuidar da aparência e ter partes do corpo de que se gosta menos faz parte da vida de quase todo mundo. O que pesa é o tempo, a angústia e as renúncias que essa preocupação provoca. Qualquer conclusão depende de avaliação profissional, com calma.
22 perguntascerca de 4 minutos
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Os testes do Radar Estação são ferramentas de autoconhecimento e não substituem avaliação ou diagnóstico profissional.

Pergunta 1 de 22 5%

Comparando com a maioria das pessoas, o quanto você…

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O núcleo deste rastreio usa o DCQ, questionário descrito por Oosthuizen e colegas em 1998, com o ponto de corte proposto por Mancuso e colegas em 2010. As demais perguntas são do Radar Estação e servem apenas de contexto. O resultado indica sinais, nunca diagnóstico, e não substitui avaliação profissional. Um diagnóstico depende de múltiplos fatores, como entrevista clínica, anamnese e avaliação direta de um profissional, e de que as informações prestadas sejam verdadeiras: existe apenas a probabilidade de sinais, segundo o instrumento usado neste teste. Procure um psicólogo (CRP ativo) ou médico psiquiatra (CRM ativo) e confira o registro nos sites oficiais do CFP e do CRM.

O que as pessoas perguntam sobre a própria imagem

Quando a preocupação com a aparência deixa de ser normal?

Quando passa a ocupar muito tempo, causar angústia intensa e levar a renúncias, como evitar fotos, encontros, trabalho ou relações. Checar o espelho repetidas vezes, disfarçar partes do corpo e pedir confirmação constante são sinais de alerta. Nessas situações, uma avaliação profissional ajuda a entender de onde vem esse padrão.

O que o questionário DCQ avalia?

O DCQ avalia o grau de preocupação com a aparência em comparação com outras pessoas, em sete itens. Foi publicado por Oosthuizen e colegas em 1998. Em 2010, Mancuso e colegas propuseram o ponto de corte de 9, que classificou corretamente 96,4% dos pacientes e 90,6% dos universitários estudados em Melbourne.

Morar fora muda a relação com o próprio corpo?

Pode mudar. Outro país traz outros padrões de beleza, outro jeito de vestir e comentários diferentes sobre o corpo. Para parte das pessoas isso alivia; para outras, acentua comparações. Somado ao uso intenso de redes sociais e à distância da rede de apoio, esse contexto merece atenção quando a preocupação cresce.

Terapia ajuda com a preocupação excessiva com a aparência?

Ajuda, e de preferência antes de decisões estéticas importantes. A psicoterapia trabalha checagens, comparações, evitação e os pensamentos que alimentam a angústia. Uma meta-análise de Flückiger e colegas, com 295 estudos e mais de 30 mil pacientes, mostrou que o vínculo terapêutico prevê o resultado com força quase idêntica no atendimento presencial e no online.

Leitura clínica: Renan Puléo Barela, psicólogo clínico (CRP 06/147711), especialista em avaliação psicológica e neuropsicológica e palestrante em saúde mental.

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